segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Sobre o fim de semana
Segunda-feira e nóis tá como?
Na preguiça.
Pre-gui-ça.
Passei a semana anterior entre os apontamentos e as escritas, como havia dito aqui. Depois de todo o sacrifício de organizar minhas notas em dois artigos magrelos e pouco inspirados, cheguei na sexta-feira bem cansada, mas com muita vontade de celebrar.
Antes disso, na quarta-feira 18 foi a formatura dos meus nonos anos. Ser paraninfa é bacana demais, é um reconhecimento do amor que eu entrego no meu trabalho. Eles sempre se esmeram, as meninas super lindas e os garotos descolados, muito emocionados, realizando naquele momento o sonho dos pais. Eu passei por isso como aluna no ensino superior. Lembro pouco dos outros momentos de formatura, por motivos de velha. Até a faculdade já ficou muito lá atrás, mas sou grata por tudo que vivi até aqui, pelas sementes que pude germinar no meu caminho, e pelas que plantei também. Devo pontuar aqui o cuidado, o carinho, a dedicação da equipe da minha escola: a formatura foi linda, desde a decoração, passando pela organização e pelo cardápio, até a hora do bolo e dos abraços de despedida, breve despedida. Essas pessoas são tão maravilhosas que me faltam palavras. Fiz um discurso improvisado, e depois fiquei achando que devia ter escrito alguma coisa para eles, e também para mim. Negócio de mestrado me igualou a eles esse ano. E me fez refletir sobre a minha prática, e o quão distante de uma práxis da Autonomia ela está. Eu amo o Paulo Freire. Devia levá-lo para a minha sala de aula todas as vezes.
Enfim, falei de raízes, e de asas, e de como é importante saber de onde se veio para resolver aonde as nossas asas vão nos levar. As minhas me trouxeram até o aqui e agora desse novo blog, e dessa possibilidade de me lançar, e dessa escola onde hoje eu exerço o meu ofício, e dessa casa onde eu construí um lar. Um lar para meus filhos, um lar com meus filhos.
Meu filho também se formou no nono ano, na quinta 19. Se eu protagonizei alguma coisa na quarta, na quinta o protagonismo foi dele. Heitor, o meu filho, estava ali, lindo e brilhante. Ele é um amor, esse menino, gigante no tamanho e nos sonhos. Foi muito emocionante olhar nos olhos dele e reconhecer o amor que plantei, e adubo todos os dias, crescendo ali dentro do peito daquele garoto. A esperança de um futuro mais igual eu coloquei no mundo na forma de duas pessoas. Eu acredito, e por isso os tive. Para Sofia ainda falta um chão antes dessa cerimônia, mas para ele agora é o Ensino Médio, e ele vai para a FAETEC! Fiquei muito feliz, MUITO FELIZ MESMO! O curso técnico não determinou o meu futuro profissional, mas sem dúvida contribuiu para me transformar na professora que eu sou hoje. Sem contar que eu conheci o pai das crianças lá, e por eles já valeu.
Então, na sexta eu entreguei o último artigo da última disciplina, e começaram as rodadas de celebração. Almocei com a Cris (como eu adoro essa garota) e encontrei o Cleber (uma surpresa maravilhosa, por sinal), comprei os presentes das crianças, de lá fui fazer o mercado do Natal, e esqueci várias coisas (velha gagá é foda), e depois de guardar as compras ainda fui pra Adega encontrar meus chegados da vida inteira. A UERJ meu deu uma família, e meus irmãos inteligentes, sagazes, fofos e escrotos na mesma medida estavam lá, porque esse tipo de identificação é uma preciosidade de que não se abre mão. Saí de lá 1h da manhã, e acordei às 7h, porque tinha que adiantar os preparativos do almoço de domingo antes de ir encontrar os irmãos da militância, meus brothers & sisters in arms, e ainda precisava voltar no mercado, pra buscar o que eu tinha esquecido.
E domingo, ah... domingo trouxe Marcelluccio, Rosane e Anita aqui pra minha casa, para compartilhar a mesa, a sobremesa, o café e as boas conversas até de noite. Foi a primeira vez que recebi com comida desde que me separei. Associei por muito tempo a vontade de receber as pessoas ao outro, mas eu também gosto de ter esses momentos, e então realizei essa empreitada com amor e foi muito bom! Agradeço a Marcelo, Rosane e Gatinha por terem respondido ao convite e me honrado com sua presença em minha casa. Obrigada por me obrigarem a faxinar, porque não dava para receber pessoas tão queridas no lixão (não é zoeira, senhoras, estava um horror essa casa), e por ter acordado tão leve essa manhã. Amo vocês, são minha família.
Vamos ver se essa semana eu escrevo direitinho, eu também gosto de diários.
Bjs na bunda, que hoje é segunda!