terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Insone


Última terça-feira das férias.

PUTAQUEOPARIU!

Acho que é só isso mesmo.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Resumão


Então...

Como faz tempo que não venho até aqui, vamos tentar organizar os últimos acontecimentos da semana que passou nessa postagem. Claro que pode ficar coisa de fora, mas vou tentar me ater ao que foi mais relevante.

Dia 2 eu fui no Karaokê da Bambina, falei aqui? Acho que não... logo, falemos. Eu sempre fui de cantar, já até fui cantora, mas não me refiro a mim mesma dessa forma. Canto, assim como cantava Billie - mas também, todo mundo canta, né? A minha voz soa bem e eu tenho sentimentos que coloco a serviço da canção. Isso basta. Nesse dia que eu fui no karaokê eu nem cantei, mas na semana seguinte, dia 9 (aliás, o dia da última postagem), eu fui de novo e aí sim! Fato que já viciei e quero ir toda quinta, porque o ambiente é divertido, as pessoas são legais e eu boto os demônios pra fora cantando. Aliás, isso nem é novidade, já que existe um ditado popular que diz que "quem canta, seus males espanta". E dia 16, fui de novo, com Heitor. Levei meu filho pro rolê, nunca pensei. E aprendi mais essa, tá? Cada um com seus rolês. Não me entendam mal, senhoras, eu amo esse garoto, é a luz da minha vida, mas ele precisa é dar rolê com a galerinha da idade dele. E acho que agora vai, porque né, FAETEC.

Sobre isso: ele passou para Produção de áudio e vídeo na FAETEC Adolpho Bloch, que fica na Mangueira. Na quarta fomos todos matricular o bonito, e quando digo todos, estou incluindo não só a Sofia como também o "abençoado" do pai dele. Estudos apontam que conviver amiúde com o pai das crianças me deixa mais burra. É incrível como esse macho é uma kriptonita na minha vida! Mas nem vou falar dele não, vou falar de Heitor na FAETEC. Ele chegou lá quietinho, para fazer matrícula e dar o fora, mas tinha uma fila fodida e a gente passou o dia todo lá. Sem contar que acabamos precisando de uma nova declaração de escolaridade para ele, porque precisava constar que ele concluiu o ensino fundamental (estava lá, concluiu o nono ano, logo... mas eles desconsideraram, enfim). Foi um corre, mas deu bom no final. O lance é que o tempo que Heitor passou lá, fez várias amizades. Tá bem, "amizades". Só serão provadas com o tempo, é claro, mas fez contatos e conheceu pessoas que vão estudar com ele a partir desse ano, trocaram telefones e estão mantendo contato. Acho lindo demais ver eles crescerem, e Heitor é finalmente um rapaz. Tenho muito amor por e muito orgulho do meu filho, e ele precisa construir a autonomia que o tornará um jovem adulto. Serão 3 anos de aulas em período integral, estágios, independência e responsabilidades crescentes. Isso vai transformar a maneira de ele ver o mundo, a vida, as relações humanas e o conceito de amizade. É uma honra ter contribuído, ainda que minimamente, para essa conquista, que trará tantas outras.

Compramos o material escolar da Sofia também. Vou insistir para mantermos a Sofia no MV1 até o final do ensino fundamental 1. Eduardo não tem paciência, e eu não tenho paciência com Eduardo. Saco! Ficar trocando Heitor de escola não foi legal, porque fazer o mesmo com a Sofia? Não é melhor deixar que ela conclua na escola onde passou toda essa fase inicial de sua escolarização, e deixar a mudança para o 6º ano? Eu acho, e vou argumentar a favor dessa linha. A não ser que ela consiga uma vaga por sorteio para o CAP UERJ, por mim, fica na mesma escola.

E enquanto isso, eu escrevo aqui, mas não escrevo lá. Preciso voltar a ler e redefinir meu calendário, porque eu vou defender esse mestrado até fevereiro de 2021!

Senhoras, já é domingo! Divirtam-se!





quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Cansei


Cansei mesmo. De muita coisa.

Tô irritada hoje, e esse macho só aumenta a minha irritação.
Hoje PA veio aqui, porque ele sempre vem, e na hora que ele quer, no horário que ele bem entende, e ainda acha uma gracinha eu irritada e sem paciência.
Tá ele aqui agora, no meu whatsapp, imaginando a "selvagem" que eu fico.
E me pedindo calma.
Porra, como é que a gente faz para aturar macho depois dos 45? E depois do divórcio?
E depois de 30 anos que a pessoa te conhece, qual é a graça dessa merda?

Não tenho a menor condição de continuar com esse macho. A menor.

Saco, mil vezes saco.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Calor pra caralho


O verão no Rio de Janeiro já terminou. Em dezembro, começamos aqui uma estação do ano bastante peculiar: o INFERNO. Assim mesmo, escrito em letras garrafais e sendo gritado na sua imaginação pela Carminha de Avenida Brasil. Isso, fez a imagem completa? Beleza, você me entendeu. Parece bastante razoável que pessoas alheias às novelas da Rede Globo e residentes em outras unidades desta federação desconheçam do que eu falo aqui, mas cariocas sabem que não minto.

Passei o dia lutando terrivelmente para me manter acordada, enquanto tentei ler alguns capítulos de um autor que me interessa para a dissertação. Novak, Joseph Novak. Eu gosto do tema, mas o calor rouba a minha vontade de viver, e meus olhos fecham pesadamente. Durmo, durmo mais do que estudo, apesar do calor. Que inferno. Eu preciso colocar o bendito ar condicionado na janela para conseguir me concentrar e estudar, mas o medo da conta de luz é quase maior que a necessidade.

Enquanto isso, escrevo só para não perder a vontade. Tenho muita vontade de falar, enquanto estou em casa, sozinha. Falar com as paredes, para não enlouquecer. Sinto saudade dos meus filhos. Especialmente da minha pequena, nem tão pequena assim. Eu falei com Heitor outro dia, ele me ligou, ficar em Linhares deve estar sendo difícil para eles, lá não tem muito o que fazer. Ouvi a voz dele, estava com tanta saudade, e agora temos a alegria de voltar a morar juntos integralmente. Não sinto a menor falta de ter dias nessa casa só pra mim. Ele não me incomoda, nunca me incomodou. O vazio que é a casa sem eles incomoda muito mais. A voz dele traz tudo isso para a minha cabeça e para o meu coração. Quero ouvir a vozinha dela também. A vozinha rouca de Sofia chamando mamãe no meu ouvido... que saudade imensa.

Também não sei como suporto a distância, tem sido assim todos esses anos, e eu estou viva. Sei que será assim quando ganharem o mundo e se tornarem independentes. Viverão suas vidas e pouco farão a graça de pegar o telefone e me presentear com suas vozinhas, deliciosas vozinhas de filhos que, mesmo crescidos, amam a mamãe e sentem saudade. Ainda que menos saudade, ainda que cheios de trabalho e responsabilidades, e ainda que poucas sejam essas ligações. Ser mãe deles valeu a minha vida, e todos os passos que eu dei até aqui, e aqueles que ainda darei sobre essa Terra para garantir a nossa vida, e até que o último fôlego deixe meus pulmões. Valeu cada segundo. Ser sua mãe.

Ai, como eu os amo! Voltem logo, meus amores. Mamãe já está farta de tanta saudade.


domingo, 5 de janeiro de 2020

Domingo


Domingo é dia de preguiça, de ficar de boa na lagoa, assistir TV e dormitar entre os programas, e até de dar aquela choradinha na hora que toca a música do Fantástico... mas isso em semana de trampo.

Meu domingo foi todo diferente por motivos de tô de férias. E é o pedaço das férias que estou sem as crianças, logo eu posso relaxar na segunda, se assim eu quiser, e trabalhar na sexta, virar a madrugada lendo quando tenho insônia e deixar pra dormir de dia no sábado. Acontece que hoje o domingo foi maravilhoso, e apesar da previsão do tempo dizer que ia chover, eu fui buscar a Ana e a gente foi caminhar na praia. A gente estacionou na Dias Ferreira, caminhamos até a praia e da pontinha do Leblon a gente andou até o Arpoador, e de volta. Paramos no meio do caminho para eu reaplicar o filtro solar, e tomamos água de coco e voltamos para o começo, pra pegar o carro e voltar pra casa. Passeio de 2h, mais papinho delicioso e novela, e tudo na melhor companhia do mundo!

Olha, eu queria que todo domingo fosse igual a esse.

Obrigada, gatinha linda!

sábado, 4 de janeiro de 2020

Já é 2020, besta!


Estamos aqui, dia 04/01 já, e eu não tinha escrito nem uma linha.

Eu preciso ler, estudar e escrever muito esse ano, e acho que a preguiça desses primeiros dias foi ótima, até aqui. Descansei, dormi, assisti Harry Potter (tá bem, podem me julgar, amo e adoro). Maratonei "The Witcher" e ganhei um crush violento no Cavill, coisa que a malha de Superman naquele corpo não me inspirou... aliás, o Superman não faz a minha cabeça, nem o original fazia, nem o de Smallville. Muito certinho, ele. Eu gosto é de gente de verdade. Tipo o Papa Francisco, que meteu dois tapas na mão de uma fiel abusada que deu-lhe um puxão. O cara é véio, já chegou aos 80, e está à frente de uma instituição super conservadora que ele luta pra transformar de dentro, agora esse povo tá criticando o homem por ter dado tapas na tal mulher. Esse povo nunca leu a Bíblia, mano...

Jesus, esse mesmo, JC, Filho do Homem, Nazareno, Cristo, Filho do Deus Vivo, esse cara PEGOU NUMA CHIBATA e EXPULSOU os vendilhões do templo! Vocês acham que foi como, num bate-papo informal, que a chibata na mão era só pra impor respeito? Ele meteu a porrada naqueles caras, e eles não fizeram nada pessoal com ele, só estavam se aproveitando da fé dos outros. Imagina se eles forçassem um pombinho daqueles pra Jesus comprar? De outra feita, a mulher que sangrava feito uma porca, tinha uma hemorragia, devia ser ovário policístico ou um mioma, que essas coisas sempre existiram, só não tinha ultrassom pra ver... enfim, ele sentiu a cura saindo dele e ficou pistola! Perguntou logo: "quem é que foi que pegou na orla das minhas vestes aqui, hein?" Sério que você acha que ele falou isso de boa? Mano, orla das vestes é a bainha do negócio. A mulher estava tão fraca que ficou caída no chão enquanto o cara passava, e ela tinha tanta fé que só de pegar na beirinha do vestido do JC ficou curada. Mas ele curtiu essa invasão de privacidade? Não. Só que, quando ele viu a cara da mulher, ele entendeu tudo, e terminou o serviço: "vai, minha filha, a tua fé te curou". Ainda beijou a testa dela, um fofo, cheio de ternura. Porque ele era Deus, mas também era homem, ele também sentia raiva e invasão de privacidade, e não era obrigado a gostar de tudo. Mas era sensível ao sofrimento humano, e tinha amor de sobra, amor que curava a quem tocava em bainha de veste com fé. Pensa no tamanho disso.

Eu amo a história de Jesus, do jeito que chegou até nós nas escrituras. Foi na igreja que eu aprendi a amar Jesus, mas não foi ali que eu me vinculei a esse amor. Sabe, a igreja renuncia a algumas histórias de Jesus, em prol de outras. O episódio dos vendilhões do templo, por exemplo... eu me perguntou se as pessoas ainda leem essa parte. Jesus não era comunista, mas só porque não tinha comunismo na época dele, e Marx só nasceu no século XIX. Jesus não veio aqui ensinar por palavras. Ele ensinava com sua vida, e nesse tempo que ele passou por aqui, fez muito bem, e muita justiça. Ele ensinava enquanto pescava (ou você acha que ele era bicão e se aproveitava do trabalho dos discípulos? Ou que amizades daquele tipo poderiam ser forjadas num ambiente asséptico, como um barzinho? Não, minha gente, Jesus lançava e puxava redes ombro a ombro com Pedro, Mateus e João, e as consertava também. Ele preparava comida, e fazia remendos nos cascos das embarcações, porque ele era filho do carpinteiro, e manjava dos paranauês do trabalho em madeira. Ele era gente como a gente, porque de ser Deus ele já entendia. Qual teria sido o propósito de Deus mandar ele pro mundo no ventre de uma mulher do povo? Ele precisava ver o homem pelos olhos do homem. Quer dizer, precisava não. Mas ele quis, por amor.

Mas derrubar o sistema, isso não era a função da visita dele, acho que tem haver com essa parada de livre arbítrio... Jesus plantou uma semente que germinou muito poucas vezes em terreno fértil. Muitas vezes, ela germina junto com Joio, e de acordo com a parábola do Joio e do Trigo, agora tem que esperar crescer junto para colher junto, e aí então separar. E enquanto o joio e o trigo crescem juntos, bem... joio não é chamado de erva daninha por nada, né não? Ele sufoca um monte de gérmenzinho do trigo, aqueles pequenos brotos tem pouca chance no meio do joio. As raízes do joio aprofundam bem rápido e impedem um bom enraizamento do trigo, e fica difícil de se espalhar sem espaço.

Eu fui pesquisar o joio... sabe, ele é bem parecido com o trigo, no início do crescimento. São plantas aparentadas, estão na mesma família botânica, tem o mesmo tipo de raiz e talo, só quando estão florindo é que se sabe quem é quem. Outro nome que joio tem é cizânia. Cizânia é provavelmente o nome que Jesus usava, porque significa falta de harmonia, desavença, rixa, discórdia. Estamos no meio de um campo onde florescem igualmente joio e trigo. O joio é colonizado por fungos endófitos, que produzem toxinas que tem efeitos semelhantes à embriaguez, ou seja, traz a divisão; o trigo alimenta e, quando usado para fazer pão, ele fermenta. Fermentar é crescer. Incrível como a luz da Ciência acrescenta dimensão e nuance ao ensinamento moral da parábola. Jesus era mesmo batuta nos paranauês de ensinar com a vida. Deve ser por isso que eu tenho tido vontade de voltar à magia, e a missa foi meu primeiro contato com ela. A magia da transubstanciação do pão em Corpo de Cristo. Um milagre e um dogma, mas em que eu creio com cada fibra do meu coração. Eu amo a eucaristia. E essa parte de mim será católica até o meu último suspiro (que por favor, não seja hoje. Meu coração não está lá essas coisas não).

O que me vincula ao amor de Jesus é a disponibilidade, a doação, a entrega. No capitalismo não tem esse amor, e muito menos nessa tal de teologia da prosperidade. Balela! O amor de Jesus dá a letra pro jovem rico: "você quer me seguir, meu filho? Então vai lá, vende as tuas paradas e dá aos pobres, aí você vem comigo. Tá dentro?" Não estava. E ele também diz "não pode o homem servir a dois senhores, porque vai amar um e desprezar o outro. O homem não pode servir a Deus e ao dinheiro." E quando ele pescou um peixe que tinha uma moeda dentro da barriga, e o cara foi lá perguntar se eles deveriam pagar os impostos (esses ancap são uma piada, viu? Piada! Nem existia comunismo, nem capitalismo, mas sempre teve ancap, raça ruim!). Jesus só riu, senhoras! Ele pegou a moeda e deu na mão do brother que queria saber dos impostos, e perguntou de volta: "mano, de quem é a cara nesse pedacinho de metal? É do César? Então! Dá pra ele que é dele, pra Deus você dá seu coração, que ele está mais interessado do que nisso daí." A revolução do amor só pode acontecer de forma orgânica, como o trigo que germina e a comunidade que cresce junta, dando voz a todos e sendo construída pelo esforço de todos, pelo suor da fronte de todos. Esse negócio de conquistar o sistema se infiltrando nele é coisa de quem usa a palavra para seus próprios projetos de poder. Usa uma palavra que não germinou no seu coração, que não foi aprendida pelo coração. Porque Jesus é muito antissistema. E não ligava pra grana, ele estava interessado no AMOR.

Jesus era do vrau. Lacrador. E ele foi da lacração pra cruz, porque os poderosos tem medo do povo do vrau. E ele não arregou não. Ele foi lá e morreu pelo que acreditava. Por quem ele era, mas principalmente por amor ao mundo. Por amor, senhoras.

Eu não vim aqui para falar de Jesus, nem de Francisco hoje. Eu preferia ter enveredado pela luxúria que a visão do Henry Cavill me desperta... mas parece que hoje é dia de trigo.

Bom dia, senhoras. Primeiro sábado do ano. Quem sabe o que me trará esse domingo?