Hoje é dia 6 de fevereiro, e tem um mês que eu escrevi aqui da última vez. Desde então, estive envolvida em uma gama de atividades diversas, com alguns objetivos bem definidos. Eu tirei uma quantidade absurda de roupas, brinquedos, sapatos dos armários, resolvi me desfazer de livros, CD e DVD e mudei a arrumação da sala e do meu quarto. Até a velha estante de aço e a antiga papeleira da casa do vovô. Só não está sendo tão fácil fazer o Exército da Salvação vir aqui buscar tudo isso.
Outra coisa que eu fiz foi terminar os meus exames prescritos pelo cardiologista. O MAPA, o eletro e o raio X, e pra variar, tá tudo bem. O médico me passou um remédio para organizar meu ácido úrico, porque o resto está excelente. Na última sexta eu fui na ginecologista, e ela fez meu preventivo e pediu mais uns exames. De acordo com ela, que rufem os tambores: tá tudo bem, aparentemente. Ela respeitou meu direito a não fazer reposição hormonal nenhuma, e foi bem engraçado dizer pra ela que eu estou vivendo como celibatária. Logo eu, a maior piranha da cristandade... hahahahahahahahahaha
Perdi o tesão e tô com preguiça de procurar. Eu até pensei em fazer o curso da Cátia Damasceno, mas né, se tem que gastar dinheiro, tô fora. Na meia idade, o meu tesão está na minha potência, e eu sou potente pacas. Trouxe a TV pra sala e tirei aquele furdunço do meu quarto. Ganhei um espaço mais privado para mim, e ainda vou dar meus toques lá.
Logo logo, quando as doações saírem, a Sofia voltará a ocupar o quarto dela e eu voltarei a dormir sozinha. E falando em Sofia, hoje foi o exame de faixa dela na Kioto. Passamos 2020 sem ir ao dojo, e foi muito bom voltar. Eu mesma estava com muita saudade, eu gosto do ambiente e da forma como as crianças são tratadas pelos professores. E as pessoas são muito legais em geral, ainda que a gente precise tolerar uns sem noção que não respeitam distanciamento e uso correto das máscaras.
Estou falando das coisas boas porque estou muito apreensiva com essa loucura do retorno presencial em Caxias. Eu comecei a falar sobre isso e já me entristeceu. Acho que vou deixar esse assunto para outro dia, senhoras.
Fiquem bem, cuidem-se, protejam-se da segunda onda, da nova cepa, da loucura, da covardia, do genocídio.